Projeto Bom Plac ganha prêmio

O projeto João de Barro Bom Plac está entre os 20 mais importantes programas sociais do Brasil. A proposta de Santa Cruz do Sul foi classificada e reconhecida no prêmio Gestão Pública e Cidadania, conferido pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Fundação Ford e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Para chegar à finalíssima da premiação, que teve 727 inscritos, o projeto das casas populares de cimento e borracha de Santa Cruz do Sul passou por duas seletivas, sendo o único representante do Rio Grande do Sul entre os finalistas.

O certificado de premiação foi recebido pelo secretário municipal da Habitação, Leandro Kroth, em solenidade no auditório do BNDES, no Rio de Janeiro, no último dia 23. Kroth é o responsável técnico da Bom Plac. "Para nós, este prêmio é a coroação a um trabalho que tem caráter social e vem sendo desenvolvido há muito tempo. Além disso, nos sentimos muito orgulhosos de sermos o único projeto gaúcho dentre os 20 melhores do País", afirmou Kroth, já de volta a Santa Cruz esta semana.

Além de receber o diploma, o secretário apresentou o projeto Bom Plac aos demais finalistas. O caráter inovador e os benefícios sociais e ecológicos advindos da iniciativa encaixaram-se nos objetivos do prêmio da FGV, já em sua sexta edição. Após a inscrição, nos meses de fevereiro e março, os 727 projetos cadastrados são avaliados e apenas 100 classificam-se.

Na segunda fase, 30 são escolhidos e passam por uma avaliação de técnicos da FGV. Santa Cruz do Sul recebeu em agosto a visita de Anderson Nakano. Ele conheceu as casas, visitou o presídio onde são confeccionadas as placas e elaborou um relatório sobre o projeto. Na final da premiação, a banca avaliadora escolhe os 20 melhores. "A comissão avaliadora não tem vinculação política, é imparcial. Ficamos entre os escolhidos porque a Bom Plac foi reconhecida como um projeto viável, inovador e que oferece benefícios sociais", observou Leandro Kroth.

Projeto já beneficiou 120 famílias em Santa Cruz

Desde que foi implantado em Santa Cruz do Sul, em 1998, o projeto Bom Plac já proporcionou moradia para 120 famílias. Um ano depois, a Prefeitura conseguiu formalizar um convênio com a Caixa Econômica Federal, que começou a financiar o material utilizado na confecção da moradia, cujo custo final gira em torno de R$ 3 mil. Mais recentemente, a Caixa abriu a possibilidade de subsidiar a mão-de-obra e o terreno, além de autorizar liberação do FGTS para pagamento da casa Bom Plac. Esta sistemática deverá financiar 114 novas unidades no Vale do Nazaré, disse o secretário municipal da Habitação, Leandro Kroth.

A Secretaria de Obras, responsável pelo processo de triagem, já encaminhou 140 famílias à CEF. Segundo Kroth, o banco avalia se as condições financeiras de cada uma permite a inclusão no programa. "É preciso haver saldo suficiente no FGTS para pagar a moradia. Se o valor do fundo for maior que o custo da casa, só é liberado o valor necessário. O restante continua depositado", explicou o secretário.

O convênio é uma parceria entre a Caixa, a Prefeitura e a iniciativa privada, atingindo trabalhadores de empresas santa-cruzenses, que são encaminhados via Secretaria de Obras. Para ser contemplada, cada família precisa ter uma renda conjunta de 5 a 12 salários mínimos. Atualmente, revela Kroth, cerca de 800 pessoas enquandram-se nos critérios para receber uma moradia popular e aguardam na lista de espera da secretaria.

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